
O congestionamento nos banheiros femininos de estação do Japão tem se tornado um desafio cada vez mais comum, especialmente nos grandes centros urbanos. Diante do alto fluxo de passageiros, empresas ferroviárias e autoridades passaram a adotar novas medidas para reduzir a lotação e melhorar o acesso aos sanitários nas principais estações do país.
Segundo dados do Ministry of Land, Infrastructure, Transport and Tourism (Ministério dos Transportes), a capacidade dos banheiros femininos nas estações ferroviárias corresponde a apenas cerca de 60% da capacidade dos banheiros masculinos. Um dos principais motivos é que os banheiros masculinos contam com mictórios, o que aumenta o número de usuários atendidos em menos espaço.
Em dezembro, a East Japan Railway Company (JR East) lançou um serviço piloto na Tokyo Station que permite verificar, em tempo real, o nível de lotação dos banheiros femininos.
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Monitores instalados na entrada dos banheiros, e também o site da operadora, informam se os sanitários estão “vazios”, “congestionados” ou “lotados”, além do número de cabines disponíveis. A ideia é ajudar as usuárias a procurar banheiros menos cheios dentro da própria estação.
A JR East identificou 13 estações da região metropolitana de Tóquio onde a situação é mais crítica.
Como a construção de novos banheiros exige obras e planejamento, a empresa aposta, por enquanto, no uso distribuído dos sanitários já existentes. No entanto, ainda não está claro se essa estratégia será suficiente em estações como Tokyo Station, onde o fluxo de pessoas é constante e a disponibilidade muda a todo momento.
Outras operadoras também vêm adotando medidas semelhantes. A Central Japan Railway Company (JR Central) aumentou o número de cabines femininas na Shin-Osaka Station, passando de 16 para 26 até março do ano passado.
Além disso, foram instalados mais banheiros exclusivos para mulheres em vagões do Tokaido Shinkansen e do Sanyo Shinkansen.
Serviços que mostram o nível de lotação dos banheiros também já foram implementados em estações como Hakata (Kyushu), Hiroshima (oeste do Japão) e Shin-Osaka.
Em novembro, o Ministério dos Transportes realizou a primeira reunião de um conselho dedicado ao problema da superlotação dos banheiros femininos em espaços públicos. Os dados apresentados mostraram que a capacidade dos banheiros para mulheres é de cerca de 63% da masculina nas estações, 66% nos aeroportos e 71% em terminais rodoviários.
Segundo a análise do ministério, muitos desses espaços foram construídos em uma época em que menos mulheres trabalhavam fora de casa, o que resultou em estruturas que hoje não atendem à realidade atual. Outro fator apontado é a popularização dos banheiros no estilo ocidental, mais confortáveis, mas que acabam sendo usados por mais tempo.
O tema vem ganhando atenção crescente e deve influenciar novos projetos e reformas de estações e espaços públicos no Japão nos próximos anos.
Imagem: Canva
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