
O Japão recebe milhões de visitantes todos os anos, e nos últimos meses o país tem enfrentado uma nova onda de turismo pós-pandemia. Embora isso seja positivo para a economia, o fluxo exagerado de turistas tem causado impactos sérios em cidades históricas, pontos naturais e bairros residenciais. Um dos casos mais recentes aconteceu em Kyoto, onde parte do famoso bambuzal de Arashiyama precisou ser cortado para conter uma onda de vandalismo.
嵐山の「竹林の小径」。青々と美しく立ち並ぶはずの竹に、無数の心ない文字や記号が深く刻みつけられ、その被害はなんと350本以上にのぼります。
嵐山の「竹林の小径」、悲しい現状を記事にしました。https://t.co/zdG7cEpcve pic.twitter.com/3CIV3C4LZo
— 【公式】Kyotopi (キョウトピ)京都観光・グルメ・イベント (@Kyotopi_jp) November 7, 2025
Corte emergencial do bambuzal
Na quarta-feira, uma ação conjunta entre a prefeitura de Kyoto e uma organização local removeu cerca de 20 pés de bambu das margens do caminho mais famoso do bosque. A razão? O local sofreu um aumento preocupante de grafites entalhados no bambu, gesto que, embora pareça inofensivo para alguns turistas, danifica a planta, prejudica a saúde do bambu e compromete a paisagem, um patrimônio histórico e cultural.
Em outubro, um levantamento da prefeitura identificou cerca de 350 bambus danificados por inscrições e entalhes deixados por visitantes. Para tentar conter essa prática, moradores locais têm colocado fitas sobre os grafites e espalhado avisos em quatro idiomas, incluindo japonês.
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Como o overtourism está afetando o Japão
Locais como Fushimi Inari, Monte Fuji e Kamikōchi sofrem com:
- lixo espalhado,
- trilhas desgastadas,
- pichações
A capacidade de carga desses lugares já ultrapassou o limite em vários períodos do ano.
Desrespeito às regras culturais

A pressa por fotos “instagramáveis” tem levado turistas a ignorarem placas, limites de acesso e até áreas sagradas. Em Gion, bairro tradicional de Kyoto, moradores sofreram invasões de propriedade e excesso de fotografias, o que levou a prefeitura a proibir fotos em algumas ruas.
Um dos efeitos mais visíveis do turismo desinfreado no Japão é a superlotação das ruas e dos sistemas de transporte. Cidades como Osaka, Kyoto e Tóquio, que já são naturalmente movimentadas, têm enfrentado congestionamentos intensos, além de filas quilométricas em pontos turísticos, ônibus e estações de trem.
Para os moradores, isso representa uma dificuldade real no dia a dia: muitas vezes, se deslocar para o trabalho ou levar os filhos para a escola se torna um desafio, pois os meios de transporte ficam saturados por visitantes que desconhecem a rotina local ou não seguem a dinâmica do fluxo japonês. A sensação generalizada é de que os espaços urbanos estão cada vez menos acessíveis para quem vive ali.
O turismo é vital para a economia japonesa, mas quando cresce sem limites, traz prejuízos ambientais, sociais e culturais. O caso recente do bambuzal de Arashiyama é um alerta claro: o Japão precisa equilibrar a hospitalidade com a preservação.
E nós, temos papel fundamental em garantir que esses lugares continuem existindo para as próximas gerações.
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O artigo Arashiyama sofre com vandalismo e superlotação: entenda a polêmica foi inicialmente exibido em DIA A DIA.


