Um caso de bullying no Japão, ocorrido em uma escola primária na cidade de Hirakata, em Osaka, levou cerca de 10 meses para ter uma investigação iniciada, mesmo após denúncias feitas pelos pais da vítima. A escola só tomou providências depois que o aluno deixou de frequentar as aulas.
Segundo informações obtidas com os responsáveis e pessoas envolvidas, um aluno do 3º ano do ensino fundamental foi agredido várias vezes por um colega dentro da escola.
Os episódios começaram em fevereiro de 2024, quando o aluno foi atingido durante o horário do almoço escolar. No mês seguinte, outro incidente aconteceu na saída da escola: o colega acertou o rosto da vítima com uma bandeira, causando ferimentos na região da orelha.
Escola não tratou o caso como bullying inicialmente
Mesmo após os pais comunicarem o ocorrido e pedirem providências, a escola não reconheceu o caso como bullying.
Entre os motivos apresentados, a escola alegou que os próprios responsáveis estavam conversando entre si para resolver a situação. Com isso, nenhuma investigação formal foi iniciada naquele momento.
Nem o conselho educacional conseguiu mudar a situação
O caso chegou ao conselho municipal de educação, que orientou a escola a iniciar uma investigação em abril de 2024. Além disso, um advogado especializado em orientar escolas também recomendou medidas formais. Mesmo assim, a escola não tomou providências imediatas.
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Falta de ação levou aluno a parar de ir à escola
Os pais chegaram a pedir que os dois alunos não tivessem mais contato.
No entanto, a escola não aplicou medidas efetivas ao agressor, e os episódios continuaram. Como consequência, o aluno passou a faltar às aulas a partir de dezembro de 2024, ficando praticamente ausente durante todo o terceiro trimestre (janeiro a março de 2025). Atualmente, ele voltou a frequentar a escola.
Investigação só começou após ausência escolar
Somente em janeiro de 2025, a escola classificou o caso como um “caso grave de bullying” e iniciou oficialmente a investigação.
De acordo com os responsáveis, o relatório reconheceu que houve bullying e admitiu que a demora da escola em agir foi um dos fatores que levaram o aluno a se afastar das aulas. O diretor da época chegou a pedir desculpas pela demora na resposta.
O conselho municipal de educação afirmou que não pode comentar o caso antes da divulgação oficial do relatório final. Até o momento, os motivos do atraso na resposta da escola não foram esclarecidos.
O caso levanta um alerta importante sobre como situações de bullying no Japão ainda podem enfrentar demora na resposta, mesmo com leis específicas para prevenção.
Imagem: Canva
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