Professor perde emprego no Japão após trabalhar em konbini para complementar renda

Um caso recente na província de Okayama chamou a atenção e gerou debate sobre as regras rígidas de trabalho para servidores públicos no Japão. Um professor da rede pública acabou perdendo o emprego após ser descoberto trabalhando em uma loja de conveniência (konbini) , mesmo fora do horário escolar.

O caso chamou atenção porque ele não faltava às aulas e trabalhava apenas nos dias de folga. Mesmo assim, a atividade extra foi considerada irregular pelas autoridades.

O que aconteceu?

O professor, na faixa dos 60 anos, lecionava em uma escola pública de ensino fundamental e foi flagrado trabalhando em um konbini, nos seus dias de folga. A atividade extra começou em novembro de 2023 e tinha como objetivo complementar a renda, já que seu salário havia sido reduzido após ser readmitido no sistema público, algo comum no Japão quando professores retornam ao trabalho após atingir a idade limite.

Ao longo desse período, ele teria recebido cerca de 1,7 milhão de ienes com o trabalho adicional.

Por que isso é um problema no Japão?

No Japão, funcionários públicos não podem ter um segundo emprego remunerado sem autorização oficial. A regra existe para evitar conflitos de interesse e garantir dedicação exclusiva ao serviço público.

Como ele não tinha autorização para exercer outra atividade remunerada, o caso foi tratado como violação das normas administrativas.

Após a confirmação do caso:

  • O professor admitiu a infração e pediu desculpas publicamente, afirmando que quebrou a confiança associada à profissão.
  • O Conselho de Educação local também se desculpou com alunos, pais e a comunidade.
  • O professor encerrou o trabalho no konbini e indicou que pretende deixar o cargo, ficando, na prática, sem emprego.

Esse episódio revela alguns pontos importantes sobre a realidade do trabalho no Japão.

Primeiro, mostra que as regras para servidores públicos são muito rígidas. A exigência de dedicação exclusiva é levada a sério, mesmo quando o trabalho extra não interfere nas funções principais.

Também mostra que até trabalhos simples, como em uma loja de conveniência, podem gerar punições severas se forem feitos sem autorização.

Será que essas regras precisam ser atualizadas para a realidade atual? Em um país que enfrenta falta de professores e pressão econômica, esse tipo de situação pode gerar novos debates no futuro.

Imagem: Canva

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Redação Trabalhos
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