Customer harassment no Japão: por que os atendentes estão escondendo seus nomes

Se você vive no Japão, talvez tenha notado uma pequena mudança nas lojas de conveniência: os crachás dos atendentes não mostram mais o nome, em vez disso, muitos usam apenas a palavra “staff”. Pode parecer algo simples, mas por trás disso existe uma grande transformação, uma tentativa de proteger quem trabalha na linha de frente do atendimento contra o chamado “customer harassment no Japão”.

O que está acontecendo?

O termo “customer harassment” (カスタマーハラスメント, ou カスハラ kasuhara) se refere a um tipo de assédio que vem crescendo nos últimos anos: clientes que xingam, fazem exigências abusivas, gravam vídeos sem permissão ou até expõem funcionários nas redes sociais.

Com as redes se tornando uma vitrine de tudo, muitos atendentes começaram a se sentir vulneráveis. Alguns foram perseguidos ou humilhados online apenas por um erro ou mal-entendido no caixa.

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Como as lojas reagiram

A rede Lawson foi uma das primeiras a agir. Em 2024, anunciou que permitiria o uso de iniciais ou apelidos nos crachás, em vez de nomes completos. Pouco depois, FamilyMart e 7-Eleven também adotaram políticas parecidas.

A ideia é simples: garantir que o cliente saiba quem o está atendendo, sem colocar em risco a privacidade ou segurança do funcionário. Até prefeituras, como a de Kumamoto, já decidiram mostrar apenas o sobrenome de servidores públicos, depois de casos de assédio por telefone e redes sociais.

Durante décadas, o Japão foi conhecido pelo seu omotenashi, a arte de receber bem. Ser cortês e dedicado fazia parte da identidade de quem trabalha com o público. Mas os tempos mudaram. A internet deu voz a todos, e, infelizmente, também abriu espaço para ataques e julgamentos rápidos.

Hoje, o desafio é encontrar o equilíbrio: como continuar oferecendo um bom atendimento sem colocar em risco quem o oferece.

Essa mudança nos crachás pode parecer pequena, mas simboliza algo maior, o reconhecimento de que funcionários também merecem respeito, privacidade e proteção. Em um país onde o dever e a dedicação são valores tão fortes, talvez seja esse o primeiro passo para um novo tipo de “omotenashi”: aquele que começa com o cuidado com quem serve.

Imagem: Equipe Dia a Dia

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